MANIFESTO VERDE

DEGRAUS PARA O TOPO DO PARAÍSO


NA TRILHA HÁ DEGRAUS DE RAÍZES DE ÁRVORES FRONDOSAS... INGENUIDADES PURAS, BELEZAS ETERNAS!
Desintegrando-se da vida

Nem todas as pessoas perderam a ingenuidade; por isso, nem todos são infelizes. Quem viveu ou vive assimilado, ingênuo, na existência, não por burrice ou imbecilidade - pois a ingenuidade exclui tais deficiências, sendo ela um estado muito mais puro - mas por um amor instintivo e orgânico pela graça natural do mundo que a ingenuidade sempre acaba descobrindo, atinge uma harmonia e realiza uma tal integração na vida que merece ser invejada ou ao menos apreciada pelos que se perdem nos cumes do desespero. Desintegrar-se da vida corresponde a uma perda total da ingenuidade, esse dom encantador que o conhecimento, inimigo declarado da vida, destruiu. A vida cósmica, a alegria pela existência e o pitoresco dos aspectos individuais, o encanto pela graça espontânea do ser, a vivência inconsciente das contradições - anulando-lhes implicitamente o caráter trágico - são expressões da ingenuidade, terreno fértil para o amor e o entusiasmo. Não ter a consciência dolorosamente atingida por contradições significa conquistar a alegria virginal da ingenuidade, significa ser incapaz da tragédia e da consciência da morte, que exigem uma desagregação paradoxal e uma complexidade das mais desconcertantes. A ingenuidade é opaca para o trágico, porém aberta para o amor, pois o homem ingênuo, por não se consumir em suas próprias contradições, possui reservas suficientes para se doar. Para quem conseguiu desintegrar-se da vida, o trágico adquire uma intensidade extremamente dolorosa, pois contradições não ocorrem apenas dentro de si mesmo, mas também entre ele e o mundo.

Emil Cioran - Nos cumes do desespero - pág 60 e 61(Via Carloz Torres)





EM BUSCA DO ZOOM PERFEITO










NO MEU PARAÍSO É ASSIM...


SE É NOITE DE LUA CHEIA... 
 BORA CONTEMPLAR A LUA


E MESMO QUE O MEU CORAÇÃO ESTEJA EM LUTO, SE É DIA DEUS ME PRESENTEIA COM FLORES...


GRATIDÃO POR SUAS TELAS, SENHOR!

Aceito da vida o que ela pode me dar

O que vem é bem vindo e vou respirar

Aceito migalhas passarinhos a voar

Pelos ninhos repletos de fome a mostrar

Caminhos tortuosos de prazer

Cantinhos quentes com medo tecer

Desejos plenos de sonhos viver
Aceito do mundo o meu ganha pão
O que vem do trabalho tem cheiro de paz
Aceito a certeza do amor que ele traz
Pelas noites bem pagas de sonhos a mais
Caminhos retos de muito prazer
Cantinhos quentes sem fome colher
Desejos fortes de realidade viver
Aceito da fé esperança verde Liz no olhar
O que vem dos sorrisos da alma a espiar
Aceito notas musicais e cantigas soprar
Pelas luzes que hão de vir a indicar
Caminhos novos a me enriquecer
Cantinhos quentes sem medo acender
Desejos meigos de amor amanhecer



Liz Rabello






OUTONO COM SABOR DE PRIMAVERA...   UM ARCO ÍRIS DE FLORES!







OUTONO COM SABOR DE  VERÃO...  O AZUL IMPERA!







TUDO AZUL????    NÃO!!!!!!!!!!!!!   VERDINHO, VERDINHO...









GRITOS

Sedento
Cedendo
Cedendo
Sigo em frente
Até a morte em sede

Liz Rabello

QUEM CUIDA TEM


Diz a lenda que no fim do arco íris há um tesouro, pois não creio. Com certeza a maior riqueza está na própria luz emitida em arcos primaveris...







PROJETO MANIFESTO VERDE DA ACADÊMICA ANNA STOPPA COM O AVAL DA ANLPPB 


http://www.portaldograndeabc.com/pgabc/noticias/noticia.php?apologo-ao-nosso-planeta--liz-rabello&n=14714




AUTO SUSTENTABILIDADE

Pode o homem capinar
Pode o homem destruir
Pode o homem matar
Pode o homem incendiar
Pode o homem asfaltar

Aqui a vida morre
Acolá ela renasce
Firme forte equilibrada
Basta o homem à natureza
Deixar a sua morada!

Liz Rabello






A NATUREZA SEMPRE SE RENOVA... PODE O HOMEM DESTRUIR, DESEQUILIBRAR O MEIO AMBIENTE... CAUSAR DANOS AO CLIMA... SEJA O QUE FOR... TUDO VOLTA A FLORIR. RESULTADO: PÉS DE MANACÁ DA SERRA, DE ABRIL, MISTURADOS ÀS FLORES DE JULHO...TUDO NO MÊS DE JUNHO... FELIZ, EU ME VISTO DE CORES!






CURVE-SE DIANTE DA NATUREZA



Quando fui conhecer minha atual propriedade em São Paulo, junto com meus filhos e o corretor, senti que aquela casa iria ser mesmo o meu novo lar. Adorei a claridade, o sol batendo em todos os cantos, quartos arejados, cozinha ampla, uma belíssima copa para o jantar com a família, uma varanda na frente e um jardim... Hummmmmmmm! Completamente abandonado! Da porta da sala, via-se um poste com muitos fios! Fechei meus olhos para não guardar aquela imagem que não me agradou. Teci folhas, flores, verde, em lugar de tanto cinza! Planejei, inventei, criei, plantei, cuidei. Lá se vão quase vinte anos e meus olhos se deliciam com a paisagem que aprecio tanto lá na frente como nos fundos. Mas (sempre tem um mas...) a lindíssima primavera de folhas dobradas vermelhas cresceu e se tornou uma belíssima árvore, com galhos tortos, retorcidos e pesando, pendendo para baixo e nos impedindo a entrada. Meus filhos e minhas visitas reclamam que é preciso se abaixar para passar por ela e iniciar a subida dos degraus, que está bem na hora de cortá-la! Não! Isto não! Meus olhos marejam só em pensar na possibilidade funesta. Um amigo sugeriu a placa: CURVE-SE DIANTE DA NATUREZA! E eu cedi. Jamais cortarei a minha primavera!


QUEM ABRIRIA MÃO DE ALGO TÃO LINDO?




APÓLOGO AO NOSSO PLANETA! 


Há um futuro 

Além do tempo 

Lilás azul verde esperança! 

Só consegue vê-lo quem se sente 

num universo a desvendar

dentro do relógio do tempo

abrindo folhas do passado 

lendo histórias do presente 

medindo forças com sonhos ausentes 

fazer valer a pena o tempo atuante! 

Costurando silêncios noturnos 

Idealizando ecos 

reflexos de espelho 

caminhando para um futuro 

Imaginário 

que só o Coração consegue captar! 



Liz Rabello 




 " Que minhas mãos a sustente ao invés de derrubá-la! Que minhas mãos possam arar a terra, semear, molhar, cultivar, podar, colher e se alimentar dela, em lugar de incendiá-la! Que meus olhos possam admirá-la, namorar com ela, fotografá-la, só para eternizá-la na memória e no tempo! Que meu olfato possa se embebedar de cheiros, aromas, alfazemas... Em lugar de se intoxicar do veneno da poluição! Que meus ombros se curvem à sua sombra e respire minh' alma de paz!" 

Liz Rabello







DEVOLVER À NATUREZA SUAS VITÓRIAS 

Olhar o rio 
Água correndo leve 
Solta, imponente! 
Translúcida manhã 
Primaveril 

Olhar Vitórias régias 
Rainhas da beleza 
Rosa escarlate 
Roubar suas riquezas 
Pra tua mesa ornamentar! 

Olhar o céu 
Anil azul 
Nuvens bailando 
Roubar o vento 
Pra teus cabelos acariciar! 

Olhar a planície 
Esperanças vivas 
Luzes e cores 
Roubar o verde 
Pra teus olhos enfeitar! 

Apenas Olhar 
Desejar e agir: Devolver 
Ternuras e beijos 
À mãe natureza 
Suas vitórias e riquezas! 
Liz Rabello 


SAL DA TERRA 

Somos todos poeira do vento, sal da terra, células que se movimentam, interagem, se refazem, se completam, se transfiguram. Entre o ser ideal que idealizamos e a pessoa real que está a nossa frente, há uma fresta por onde podemos tocar e agir, interferir, ajudar na construção de um novo Eu, que muito podemos amar! Quando aceitamos as pessoas simplesmente como são, sem interferir, sem iluminar com nossa presença, sem questionar, sem tentar a reflexão para a mudança... Não estamos cumprindo com nosso papel aqui na Terra. Há de se ocupar com o Outro! Há de se pensar e agir pelo Outro! Há de se acreditar e sonhar! A grande utopia de ensinar e aprender a viver melhor entre nós e nossos semelhantes, sejam eles, humanos, animais, vegetais... Ou seja nossa morada: o Planeta Terra.
Liz Rabello






MINHA MAIOR ALEGRIA É VOLTAR AO MESMO LUGAR SEIS MESES
 DEPOIS E ENCONTRAR OS CARTAZES AINDA EM AÇÃO


JANEIRO DE 2014 CHOVE POUCO, ÍNDICE DE CALOR MAIOR DOS ÚLTIMOS CEM ANOS. VENTOS FORTES, POUCA UMIDADE DE AR
 E ASSOREAMENTO DOS LAGOS... TRISTE REALIDADE!


Eis um tronco de árvore
Derrubada por mãos insanas
Sua alma se eleva flutuando
Ar puro de montanha
Fustigando luz do sol
Enobrece árvores inteiras
Vestígio de vida que se vai
Diálogo com a vida que retorna!

Liz Rabello




AUTO SUSTENTABILIDADE



Pode o homem destruir
Pode o homem poluir
Pode o homem matar
Pode o homem incendiar
Pode o homem asfaltar

Pode o homem capinar 
Pode o homem descuidar

Aqui a vida morre
Acolá ela renasce.
Firme forte equilibrada
Basta o homem à natureza
Deixar sua morada

Não vender a sua alma
ao "Capetalismo" selvagem!

Liz Rabello



DES (JEJUM)

Tempestade de ventos
Galhos secos tombam
Mortos carregam vestígios de vida
Embelezam árvores inteiras
Raízes se retorcem, se encaixam
Numa crescente onda de vertigem
Tesão descontrolado na paisagem
Vida multifacetada de  incertezas!
O verde em volta inspira cor
Mortes e mortes se alastram
Ninhos de pássaros se escondem
É a vida querendo a vida por toda parte!
Liz Rabello


Saudades de temperatura amena, de barulhinhos gostosos de chuva caindo no telhado, de cheiro de terra molhada... Saudades de me sentir amiga e irmã da natureza. Ando me sentindo mal, ausente dela, de mãos desatadas... Triste!

Chuvinha fresca
Bate no telhado
Escorre pelas calhas
A marulhar saudades
A embaralhar verdades
Terra molhada
Cheiro saudável
De vida eterna
Iniciada
Não terminada
Distante
Difusa
Ilusão
Matéria
Barro
Tudo destruído pelos homens!

Liz Rabello






EM PLENO PERÍODO DE ESTIAGEM LONGA E MEU POMAR ESTÁ ASSIM...
  DEUS SEJA LOUVADO!




CAMINHOS PARA O MEU PARAÍSO



ESTRADA DO VINHO, BUNJIRO NAKAO, CONDOMÍNIO... PASSOS PARA CHEGAR AO PARAÍSO... ENCANTAMENTO DE CORES E ODORES, BELEZA E LEVEZA...
 ALMA EM PAZ!












RUA JOÃO DE BARRO... UM TAPETE DE FLORES PARA ME RECEBER...



VOCÊ JÁ VIU UMA ÁRVORE NO MEIO DA RUA? POIS É... 
 LÁ NO MEU PARAÍSO, TEM! É LINDA DEMAIS!



AMO PAISAGENS PINTADAS POR DEUS...  E  AMO TEUS OLHOS CARLOS TORRES PORQUE CONSEGUEM VISUALIZAR A FOTO ANTES DE REGISTRÁ-LA.





ENCANTADA  COM A TEXTURA DESTA VELHA ÁRVORE... MUITO BELA!


NEM SÓ DE INDIGNAÇÃO POLÍTICA VIVEMOS...
HÁ CAMINHOS DE FLORES...









DIA CINCO DE JUNHO - DIA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE



Meio ambiente é o meu jardim
O gramado verde molhado com cheiro de jasmim
Mas é também a estrada cinza de asfalto quente
Salpicado de óleo e restos de petróleo

Meio ambiente é a minha varanda
com primaveras que se multiplicam pelas bandas
Mas é também cinzas que sobram das queimadas
Insanas que desandam as matas

Meio ambiente é tudo o que eu crio
Ou que me aproprio sem dó nem piedade
Mas é também minha reflexão
Meu desejo de salvar e equilibrar minhas vontades.

Liz Rabello


2 comentários:

Aqui você pode comentar...