JARAGUÁ

VISITA AO PICO DO JARAGUÁ 



JARAGUÁ EM 1940 - PINTURA DA
PROFESSORA CÍCERA MARIA DA SILVA 



O passeio ao Pico do Jaraguá foi ao mesmo tempo uma diversão e uma aprendizagem. O grupo da manhã, (4a. Série), foi para lá fazendo uma bela caminhada, com seguranças, (policiais ciclistas) acompanhando durante todo o trajeto. O passeio a pé partiu da EMEF Brigadeiro Henrique Raymundo Dyott Fontenelle até o Pico do Jaraguá.

                                                        (Karen Cristina Eblak – 6D)



O grupo da tarde (6B e 6D) foi de ônibus e o passeio foi muito divertido.



Logo que chegamos ao Pico fomos direto a um mural, onde estavam posters de bichos nunca vistos (escorpião dourado, aranha marrom, etc). Depois fomos ao palco e a educadora ambiental nos ensinou um pouco sobre o pico.

(Heitor Santos – 6B)



Antes de iniciarmos a caminhada pela trilha, todos receberam informações e instruções da monitora Bárbara, do Pico do Jaraguá.

(Murilo e Danrlei – 6D)



À princípio andávamos depressa, na maior animação, mas depois de um tempo...



No começo, a monitora do nosso grupo falou algumas coisas do lugar: Que lá existiam algumas plantas e animais que já estão extintos, que o Pico era um pedaço de uma floresta,  muito densa e linda!

 (Karen Cristina Eblak- 6D)


Em 1500, os portugueses chegaram ao litoral do Brasil e começaram a explorar as terras. Em 1530, descobriram uma montanha enorme protegida pelos índios, que a consideravam sagrada. O bandeirantes Afonso Sardinha, após guerrear com os índios, se apossou da montanha e construiu a sede da Fazenda Jaraguá.

 (Murilo de Oliveira e Danrlei Gomes – 6D)



A casa foi construída pelo próprio Afonso Sardinha, que se utilizou de restos de animais, comida e barro, misturado à taipa de pilão amassado formando uma massa consistente, que deu origem às paredes com 80 cm de largura, que serviam para proteger seus primeiros moradores dos ataques dos indígenas. 


(Daiana e Mércia – 6D)


As paredes de 80 cm de espessura foram construídas para que quando ocorresse uma guerra entre os portugueses e índios, elas servissem de fortaleza e proteção. Em cima da casa havia janelas grandes de vidros e embaixo pequeninas janelas para que os negros escravos não fugissem. 

(Karen Cristina Eblack – 6D)



As janelas de cima eram altas e grandes, já as de baixo eram pequenas, e não havia vidros. Embaixo, ficavam os escravos. Os móveis eram construídos de madeira: o pau-brasil.


(Daiana e Mércia – 6D)


A princípio, nós estávamos achando tudo muito chato. Mas quando chegamos lá, vendo tudo aquilo: pássaros, lago, patos, árvores, peixes, começamos a nos animar, principalmente ouvindo histórias sobre escravos, portugueses e índios. Vimos até onde eles lavravam o ouro encontrado aqui na região.

(Renan Elias e José Antonio – 6D)


Encontraram aqui no Jaraguá uma mina de ouro. O mesmo era lavrado em tanques, antes de ser enviado aos portugueses.
(Karen Cristina Gadelha – 6D)


Em 1530, começaram as primeiras plantações de café. Nesta época era raro. Só os ricos é que tinham acesso a esta planta. Depois tornou-se fonte de renda da fazenda, até que o preço do café caiu na Bolsa de Valores.  Ainda restam pela trilha algumas destas antigas árvores.

(Danrlei e Murilo – 6D)


Quando o preço do café despencou na Bolsa de Valores, muitos proprietários de fazenda perderam tudo o que tinham. Alguns fazendeiros diversificaram o plantio para açúcar, mas os descendentes de Afonso Sardinha não viram mais importância nas terras da Fazenda Jaraguá. O governo do Estado de São Paulo comprou estas terras que passaram a fazer parte do patrimônio cultural do Brasil.

 (Danrlei e Murilo – 6D)



Depois de conhecermos um pouco da história do nosso país, entramos na Trilha da Bica e conhecemos vários tipos de árvores: Imbaúba, Barriguda, Árvore do Palmito, coqueiro, pé-de-café.

(Daiana e Mércia – 6D)



O Palmito Jussara é alimento do Tucano. Por onde este travesso vai voando, a parte que come, faz com que fique forte! Mas as sementinhas que ele deixa cair ao mastigá-las, ajudam na produção do palmito, pois ela vai dar origem a outro Palmito Jussara. O que acontece com o  tucano se o palmito entra em extinção? O tucano perde seu alimento e morre. O que acontece ao palmito se o tucano morre? O palmito perderá um de seus reprodutores, o que culminará em sua extinção também. Que tragédia! No processo da cadeia alimentar ambos entram em extinção!

 Por falar nisso, você viu algum tucano por lá? Eu não!


Com este passeio eu aprendi a dar valor às pequenas e belas coisas da natureza! 


(Karen Cristina Eblak – 6D)



 Estas frágeis mudinhas um dia serão frondosas árvores! 

Caule que no chão floresce,
 bênção que se faz brotar da terra,
 vida que fecunda ao sol,
 tu tens a probabilidade de um jatobá enorme,
 tu tens a sementinha da vida,
 a paz das árvores eternas, 
que nascem, crescem, abundam frescor,
 transbordam amor!
 E só precisam de gotinhas de água.

Liz Rabello


Este imenso caule um dia já foi tão pequeno quanto aquela mudinha!



JATOBÁ

Aprendemos a observar nuances do verde da mata... A diversidade do tipo de folhas das árvores, os odores diferenciados...


Perdemos o olhar nos horizontes da mata densa... Essa densidade tão peculiar a nossa querida e exuberante Mata Atlântica!



Ficamos extasiados com a Serra Pilheira, que nada mais é que material orgânico, isto é, folhas das árvores caídas no chão. Essa Serra Pilheira é uma das responsáveis pelo "CICLO DOS SAIS MINERAIS". Todo solo tem sais minerais, especialmente o que chamamos de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio respectivamente) que são os principais elementos químicos de que necessita um solo para ser fértil. O solo tem esses sais minerais que são retirados através das raízes das árvores para que a mesma tenha um crescimento saudável. Quando a planta morre, ou quando suas folhas caem, mesmo mortas estão ricas em sais minerais. Essas folhas caídas na terra (serra pilheira) vão fazer esses sais minerais retornarem ao solo. Não é lindo? 


Tentávamos andar em duplas ou em fila indiana para não pisarmos em arbustos e pequenos animaizinhos da floresta.


Aprendemos que se “pixarmos” as árvores, elas ficam ocas, dando aberturas para formigas, cupins, invadirem os caules.

(Daiana e Mércia – 6D)



A casca da árvore é tipo nossa pele. Por exemplo: se nós a cortarmos, corremos o risco de entrar bactérias e sofrermos uma infecção. Assim é com as árvores, quando pichamos nomes de nossas namoradas e pintamos corações, ferimos a “pele” da árvore, o cupim entra no seu caule como uma broca e vai destruindo tudo o que encontra pela frente. A árvore fica doente. O mais adequado é escrever frases de amor num pedaço de papel. Se o namoro acabar é só jogar no lixo, de preferência, no lugar certo, para ajudar na reciclagem do papel!

(Clayton Santos – 6D)

 


Depois de um tempo, as árvores apodrecem. Isto não pode acontecer com uma árvore tão linda assim!

(Daiana e Mércia – 6D)


Aprendemos a reconhecer os fungos...



E os líquens... Que são seres vivos muito simples, que se desenvolvem como lâminas ou placas de várias cores na superfície de árvores ou de pedrasÉ possível, através da análise da vida vegetal (e, principalmente, dos líquens), medir o nível de poluição do ar. 


Pela trilha da bica infelizmente vi algum lixo, mas a professora Bete levou um saco para a gente recolher todo lixo encontrado. Enquanto a monitora foi falando, pudemos ver vários tipos de insetos diferentes, macaco prego, borboletas... 

(Thaiane Thatielen – 6D)


Ao chegarmos na bica, ficamos surpresos ao vermos indiozinhos tomando banho naquelas águas. A água cai em forma de cascata e vai para o córrego. A monitora foi dizendo que não devemos beber aquela água, só a de cima, da nascente, pois as pessoas tomam banho por ali. Que delícia! 


Thaiane Thatielen , Daiana e Mércia -  6D)



O que mais gostei no passeio foram os animais, a bica, as árvores até mesmo dos índios nadando!

                                                              (Camila D’alaqua- 6B)




O que mais me impressionou neste passeio foi ter tido a oportunidade de ver uma cobra engolindo o sapo. Pena não termos conseguido fotografar a cena. 

(Mércia – 6D)



Gostei de conhecer os macaquinhos e vê-los tão de perto.

 (Daiana – 6D)


Eu não conhecia a Trilha da Bica, e agora que conheço tenho certeza de que o Pico é um lugar muito mais bonito do que eu poderia supor.
 (Mariana Dias Tamandaré – 6B)


Só fizemos a caminhada pela trilha da bica, pois a trilha do silêncio está fechada ao público. Lá perto estão as nascentes e é preciso preservá-las, um grupo de quarenta pessoas é um impacto ruim demais para a fragilidade deste ecossistema. Respeito é bom!

 A natureza agradece!


Fomos até o pico de ônibus, pela  estrada sinuosa da foto abaixo. Depois de  subirmos 240 degraus, pudemos conferir a beleza de nossa região! 


(Karen Cristina Gadelha – 6D)


Eu e a professora Bete ficamos tentando descobrir onde estava localizada a nossa escola, no meio de toda aquela paisagem. Consegui ver a igreja matriz, mas o Fonte só o Danrlei é que via.  Você consegue ver???

(Thaiane Thatielen – 6D)
Em  todos os ângulos a cidade nos presenteia com sua beleza ímpar. O Pico é um lugar tão grande que não cheguei, nem chegarei a conhecê-lo por inteiro, mas tenho certeza de que nos oferece a mais bela visão da cidade de São Paulo!

(Mariana Dias – 6B)

O melhor momento do passeio foi quando subimos na torre e vimos tudo miudinho, miudinho: uma paisagem linda, muito linda!



Renan Elias e  Joé Antonio–6D)

Reparei que lá embaixo o ar era mais quentinho e aqui em cima bem mais gelado. Gostei muito de ter feito esta caminhada. Quero voltar lá muitas e muitas vezes, pois foi muito bom.
(Camila Silva – 6B)

É muito bom ter conhecimentos sobre coisas do nosso bairro. Gostei de subir o Pico e ver do alto aquelas árvores lindas, maravilhosas! Que bela vista!
(Jady Della Monica – 6B)



Além de aproveitar a paisagem, ainda respiramos um ar puro, sem poluição. Ouvimos tudo: barulhinho dos animais, das folhas, até do próprio ar! O que mais me impressionou foi o silêncio da natureza! 

(Camila Dal’aqua)



Eu e minha amiga Jady subimos toda aquela escadaria. Nossa, nós não estávamos mais aguentando, nossas pernas doíam, o fôlego diminuía... Mas quando chegamos lá em cima... Valeu a pena! Como tudo aquilo é lindo! Fiquei pensando: Será que daqui a pouco todas estas árvores vão virar terra batida e nada disso poderemos apreciar???


(Jessika Valentim – 6D)



A parte que mais gostei foi na hora que subimos o Pico. Ver aquela paisagem maravilhosa lá do alto! Mas o lago também é bem lindo!


(Karen Cristina Eblak – 6D)


O passeio foi demais, cem por cento interessante! Adorei, porque eu e vocês ouvimos os sons da natureza, os passarinhos cantando, a cigarra assobiando... Vimos vários pássaros diferentes, macaquinhos e muito mais, pois sentimos o cheiro gostoso do mato verde.

 (Thaiane Thatielen – 6D)




O Parque Estadual do Jaraguá foi construído para ser preservado, limpo e bem cuidado e também para dar lar aos animais e às árvores da floresta.



(Mércia e Daiana – 6D)


QUANDO VEMOS O QUE ESTÁ ERRADO E AGIMOS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA PARA TODOS, NOS TORNAMOS ATIVISTAS AMBIENTAIS.





A ÁGUA É UM BEM INSUBSTITUÍVEL... E NÃO NOS PERTENCE... E SIM AO FUTURO... A QUEM AINDA NÃO NASCEU...






http://youtu.be/wb33fftd0pU



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