MANZO





ENTREVISTA COM REPÓRTER DA REDE GLOBO
 PARA UMA MATÉRIA NO SPTV, 
QUE FOI  AO  AR  EM 08/02/2014 AO MEIO DIA... 
SOBRE HENRIQUE MANZO E SUA NARCIZA! 


O POETA DO PINCEL
“Conheci Narciza durante uma pesquisa realizada por alunos de quinta e sexta série de 1990. Fiquei fascinada pelo seu encanto,simplicidade e amor à Galeria. Naquela época já não estava em condições de cuidar de tudo e manifestou o seu desejo de doar o patrimônio ao Estado, para que Henrique Manzo fizesse jus ao seu lugar na História e afim de que o público, principalmente de nossa comunidade, pudesse conhecer este grande artista, que antes de mais nada, homenageou Narciza e o nosso Jaraguá. A ambos declarou sua paixão, fazendo versos com pincéis e cores eternizando gestos, sorrisos, memórias, ventos, uivos, garoas... Em sua obra, conseguimos viajar no tempo e ouvir ruídos de lembranças...” 

Liz Rabello



SOS GALERIA NARCISA

O LIVRO FOI CONSEQUÊNCIA DE UMA PESQUISA REALIZADA POR LIZ RABELLO, COM A COLABORAÇÃO DE TRÊS ALUNAS  DA EMEF BRIGADEIRO HENRIQUE RAYMUNDO DYOTT FONTENELLE EM 2004, E PARTICIPOU DO CONCURSO TESOUROS DO BRASIL,
PROMOVIDO PELA FIAT, NO ANO DE 2005 .


A OBRA DE HENRIQUE MANZO ESTÁ DETERIORANDO. O OBJETIVO ATUAL É DE TRANSFORMAR ESTE TRABALHO ESCOLAR DE PESQUISA EM E BOOK, DEIXÁ-LO NA MÍDIA E, UTOPIA:  CHAMAR ATENÇÃO DAS AUTORIDADES CULTURAIS PARA A CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DAS OBRAS EXISTENTES NA GALERIA NARCIZA.


CONHECER A VIDA E A OBRA DE HENRIQUE MANZO


CONHECER UM POUCO DE SUA LUTA EM VIDA COMO SOBREVIVENTE 


HENRIQUE MANZO NA CENOGRAFIA  



A pesquisa Aspectos da Cenografia e do Figurino Paulista do Início do Século XX à Década de 1940 foi desenvolvida entre 1976 e 1980 pelas pesquisadoras de teatro Maria Thereza Vargas, Tânia Marcondes. Contou com textos de Mariângela Alves de Lima e imagens fotográficas tiradas por Antonio Saggese, Berenice Raulino, César Charlone Herrera, Marcos Magaldi, Tânia Marcondes. Também foram usadas fotografias de Costa e J. Camacho e Paul e Reboredo. A pesquisa encontra-se tombada no Arquivo Multimeios (AMM) do Centro Cultural São Paulo (CCSP), disponível para consulta sob o número 958/AC.

Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria do Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2012
 
Henrique Manzo e Dona Narcisa Manzo por ocasião da exposição. O Cenário e o Figurino do Teatro Paulista do Início do Século XX à Década de 1940, realizada em 1980 na Casa das Retortas, onde funcionava a Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo.

 
Henrique Manzo, em sua residência, sobre um telão para espetáculo não identificado. A grandiosidade do talento e do trabalho se mostra pelo tamanho da pintura, comparada à foto do pintor em tamanho real. A pergunta que se faz é: "Como é que um pintor consagrado e trabalhador oficial do Teatro Municipal de São Paulo, não foi convidado para a Semana de Arte de 22? 


Henrique Manzo por ocasião da exposição O Cenário e o Figurino do Teatro Paulista do Início do Século XX à Década de 1940, realizada em 1980 na Casa das Retortas, onde funcionava a Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo.

 
D. Narcisa, esposa do cenógrafo Henrique Manzo. Mais à frente, as pesquisadoras Tânia Marcondes e Maria Thereza Vargas.

 

HENRIQUE MANZO NO CONTEXTO DE 1922

“No ano de 1922, o Brasil estava comemorando o centenário de Independência. Em Setembro, inaugurou-se na capital paulista a Exposição de Belas Artes no Palácio das Indústrias, com a participação de pintores de todas as tendências. Apesar do esforço que se fez para organizar esta mostra, foi pequeno o número de visitantes. O local era afastado e a imprensa deu pouco relevo ao evento. Em consequência foram vendidos somente trinta telas. Citados, elogiados e comentados foram os trabalhos de Henrique Manzo."

 (O Olhar Italiano sobre São Paulo-Pinacoteca Luz-SP)
“Em 1922 participou da Exposição Muse Italiche, no Palácio das Indústrias, em São Paulo. Foram doze quadros: sete paisagens, arredores de São Paulo e um auto-retrato.”
(Pintores Paisagistas)
“Em setembro de 1922, o Palácio das Indústrias ainda estava em obras (só foi inaugurado dois anos depois), mas uma intensa movimentação acontecia entre andaimes e instalações elétricas – pintores, escultores e arquitetos, que não participaram da semana de Arte Moderna se apressavam para aprontar uma mostra de seus trabalhos. Assim no dia 7 aconteceu a Primeira Exposição Geral de Belas Artes. Foi uma outra semana de arte moderna, reunindo os que ficaram de fora da primeira. Apesar da qualidade técnica de seus trabalhos, não participaram do movimento liderado por Mário e Oswald de Andrade, pois não pertenciam à elite paulistana. Entre tantos, Henrique Manzo e Rômulo Lombardi, faziam parte deste grupo. Ambos cenógrafos de peças exibidas no Teatro Municipal. É , no mínimo, irônico, pois construíam painéis cênicos de até dez metros de altura, dentro do teatro e foram excluídos de mostrar seus próprios trabalhos durante a semana organizada por Mário e Oswald.”
(Ubiratan Brasil – O Estado de São Paulo- 20/03/2002)

 

“Artistas da exposição geral de Belas Artes, em setembro de 1922, defronte do Palácio das Indústrias, que estava em obras:
 pouca publicidade e muito pó”


 O ESTADO DE SÃO PAULO – 20/03/2002


“Participantes da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal: divulgação necessária para difundir novas idéias”
O ESTADO DE SÃO PAULO – 20/03/2002

“É muito curioso o fato de terem reproduzido a foto dos modernistas à frente do Palácio das Indústrias, pois só realçou o contraste, pois enquanto no Teatro predominava o luxo entre os participantes, o Palácio das Indústrias ainda estava em obras e o que mais existia era pó. Nas pesquisas que realizou em busca de informações sobre a exposição geral de Belas Artes, Dario Bueno descobriu uma pequena nota publicada pelo Jornal do Comércio, no dia 08/09/1922, informando sobre a abertura da Mostra. Não houve propaganda pois os artistas não possuíam dinheiro suficiente. A qualidade das obras, porém não passou desapercebida pelos intelectuais da época. O escritor e editor Monteiro Lobato, que ajudou a incitar os ânimos dos modernistas ao criticar uma exposição de Anita Malfatti, visitou o Palácio das Indústrias e, entusiasmado, publicou cinco páginas sobre a exposição na edição de outubro de 1922 da Revista do Brasil, enaltecendo o evento. Mas mesmo assim, ficaram esquecidos. Anos depois, Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP Museu de Arte de São Paulo, em um artigo, fez um levantamento de pintores injustamente esquecidos, buscando ressaltar suas qualidades.” 
 (Ubiratan Brasil – O Estado de São Paulo- 20/03/2002)


“Um grande número de pintores paulistas viveu e produziu em São Paulo, mas hoje estão ofuscados pelo brilho dos cariocas, dos estrangeiros e dos modernistas, quando não esquecidos e relegados a plano secundário. Temos de reavaliar o trabalho desses pintores e colocá-los no lugar que merecem.” É exatamente isto o que queremos com este trabalho.

QUADROS  DE  HENRIQUE  MANZO



A RESPOSTA


“Uma história de romantismo para uma época de nostalgia: ele, pintor pobre e talentoso, pintando cenários num teatro para poder continuar os estudos. Ela, vivendo com a tia em São Paulo, quinze anos de sonhos, procurando emprego de costureira, no mesmo teatro. Um encontro fatal, Romeu e Julieta, para nunca mais se separarem." 

Lea Ziggiatti Monteiro






O CROQUIS DESTE BELÍSSIMO QUADRO SE ENCONTRA NO ACERVO DA PINACOTECA
VIDE MATÉRIA RELACIONADA NO LINK ABAIXO:







VIDE MATÉRIAS RELACIONADAS:






Na porta entreaberta da Galeria Narcisa, o Sol brilha imponente, mostrando que a vida lá fora continua... Enquanto a vida aqui dentro permanece intacta, como num museu onde sonhos cristalizados pela pintura permanecem sacralizados e imortais!


Liz Rabello

7 comentários:

  1. Belo trabalho! Abraço.
    Elenite Araujo.

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  2. Amei a reportagem!! Sou Piritubana e acredito na valorização do nosso patrimônio histórico!! Deus queira que a Galeria consiga abrir as portas para mostrar as maravilhas de Henrique Manzo!! Beijos

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  3. Meus parabéns pela matéria. Tomei ciência do fato no dia que foi exibida a reportagem, e como sou blogueiro também resolvi fazer meu manifesto: http://netleland.net/cultura_lazer/o-finado-manzo-pede-socorro.html

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    1. Unindo forças em prol de uma causa... Obrigada!

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  4. “O assunto merece ser divulgado pela magia que nos rodeou da primeira vez que descobrimos Narcisa e Henrique. Não só o espaço, mas as pessoas, no momento em que descobrimos a essência que transpirava dos personagens. Era o amor que unia e iluminava tudo. Por muito tempo ainda mantive contato com eles, soube da morte de Henrique e do esforço de Narcisa para manter o espaço e a exposição dos quadros na Galeria, e do descaso das autoridades que fazem parte do nosso país e da nossa cultura. Adorei rememorizar esta fase da minha vida, em que vivíamos, eu e meu marido, assuntos de reportagens para o Jornal de Campinas.”
    (Lea Ziggiati Monteiro)

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